Quando o assunto é adequação de máquinas e equipamentos à NR-12, o primeiro passo é criar um inventário NR12 bem estruturado. Esse documento é a base de todo o processo, pois reúne informações essenciais sobre cada equipamento e ajuda a definir as prioridades de intervenção.
Sem um inventário completo e atualizado, a empresa não consegue comprovar a conformidade, fica vulnerável a autuações e tem mais dificuldade para planejar manutenções e investimentos.
Nos próximos minutos, vamos explicar o que é o inventário exigido, quais dados são obrigatórios, como organizá-lo, mantê-lo atualizado e utilizá-lo em auditorias. Continue a leitura para saber mais!
O que é o inventário de máquinas exigido pela NR-12?
O inventário de máquinas NR12 é um documento que reúne dados técnicos e de segurança de todos os equipamentos existentes em uma planta industrial.
Ele não é apenas uma lista: trata-se de um registro detalhado, que serve para:
- identificar cada máquina de forma única;
- avaliar o nível de risco de operação;
- planejar e comprovar a adequação à norma;
- servir como base para laudos, manuais e relatórios de manutenção.
O inventário é obrigatório e deve ser assinado por um profissional habilitado, com emissão da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), como previsto na NR-12 e na ART na NR12.
Por que ele é fundamental no processo de adequação?
Sem um inventário atualizado, a empresa não consegue provar que está em conformidade. Além disso, ele é essencial para:
- analisar riscos com precisão, identificando zonas perigosas;
- planejar intervenções mecânicas e elétricas, priorizando os equipamentos mais críticos;
- controlar a vida útil das máquinas, programando manutenções preventivas;
- atender auditorias e fiscalizações com agilidade, evitando multas.
Em resumo, o inventário é a espinha dorsal do dossiê NR12, garantindo rastreabilidade e segurança em cada etapa.
Quais são as informações obrigatórias que devem constar no inventário?
O inventário NR-12 é o documento que reúne todos os detalhes sobre as máquinas e equipamentos de uma empresa. Ele é fundamental para atender à norma, planejar adequações e comprovar a segurança durante fiscalizações.
Por isso, para ser completo e atender às exigências, o inventário precisa trazer, no mínimo, as seguintes informações para cada máquina ou equipamento. Saiba mais a seguir!
Identificação completa
O primeiro passo é registrar a identificação da máquina: nome, modelo, fabricante, número de série e ano de fabricação.
Esses dados garantem que não haja dúvidas sobre qual equipamento está sendo descrito e facilitam consultas futuras para manutenção, compra de peças ou atualização tecnológica.
Localização precisa na planta
Também é essencial indicar onde a máquina está instalada. Isso inclui o setor de produção, a linha específica e a posição exata no layout da planta.
Com essa informação, técnicos e auditores conseguem localizar rapidamente cada equipamento durante inspeções, manutenções ou em situações de emergência.
Descrição da função
Outro item indispensável é explicar para que a máquina é usada. A descrição deve ser objetiva, detalhando o tipo de operação (como corte, prensagem, mistura, injeção) e a etapa do processo em que ela atua. Esse ponto ajuda a entender os riscos envolvidos e a definir as proteções adequadas.
Categoria de risco
Cada máquina precisa ter sua categoria de risco classificada conforme a NR-12. Essa classificação considera fatores como gravidade do possível acidente, frequência de exposição e possibilidades de evitar o perigo. É a base para escolher os dispositivos de segurança e planejar manutenções.
Dispositivos de segurança instalados
O inventário também deve listar todos os dispositivos de segurança existentes, como:
- proteções fixas e móveis;
- sistemas de intertravamento;
- cortinas de luz;
- botões de emergência e paradas rápidas.
Esse mapeamento garante que a equipe saiba exatamente quais recursos já estão em uso e o que precisa ser reforçado.
Necessidades de adequação
Outro ponto essencial é apontar o que ainda não está em conformidade com a norma. Essa seção funciona como um guia de ações corretivas, permitindo priorizar investimentos e prazos para adequação, evitando autuações e riscos.
Histórico de intervenções e manutenções
Cada máquina deve ter o histórico de todas as intervenções realizadas: manutenções preventivas, corretivas, ajustes e trocas de peças.
Registrar a data, o responsável e o tipo de serviço ajuda a controlar a vida útil dos componentes e comprovar a atenção à segurança durante auditorias.
Referência a manuais e diagramas elétricos
Por fim, é necessário indicar onde estão os manuais do fabricante e os diagramas elétricos. Esses documentos são essenciais para instalação, reparos e atualizações, além de servirem como referência para os profissionais que farão inspeções e laudos.
Como organizar o inventário: planilhas, softwares e sistemas?
A forma de organizar o inventário NR-12 depende do porte da empresa e da quantidade de máquinas ou equipamentos. O importante é que as informações estejam completas, seguras e fáceis de acessar durante inspeções ou auditorias.
Veja as opções mais utilizadas e quando cada uma delas faz mais sentido!
Planilhas eletrônicas
Para indústrias menores, com poucas máquinas, as planilhas eletrônicas são uma solução prática e de baixo custo.
Ferramentas como Excel ou Google Sheets permitem criar colunas para cada dado obrigatório, como identificação da máquina, categoria de risco, histórico de manutenções, entre outros. Com elas, é possível manter uma visão organizada do parque fabril, desde que haja disciplina para atualizar os registros com frequência.
Softwares especializados
Quando o número de máquinas aumenta, as planilhas podem ficar limitadas. Nesses casos, vale investir em softwares especializados em gestão de inventário NR-12. Esses sistemas possibilitam:
- cadastro detalhado de informações, com campos específicos para cada item exigido pela norma;
- atualização em tempo real, evitando divergências entre o documento e a realidade da planta;
- geração automática de relatórios, facilitando auditorias internas e externas.
Além da maior confiabilidade, os softwares especializados reduzem o risco de perda de dados e melhoram o controle de revisões.
Integração com sistemas de manutenção
Empresas com equipes de manutenção mais estruturadas podem dar um passo além, integrando o inventário a um sistema de gestão de manutenção (CMMS). Essa integração permite cruzar informações do inventário com ordens de serviço, histórico de falhas e plano de manutenção preventiva.
Assim, é possível monitorar com mais precisão o desempenho dos equipamentos e antecipar necessidades de reparo ou substituição.
Acessibilidade e segurança da informação
Independentemente do formato escolhido, seja planilha, software ou sistema integrado, o inventário precisa ser acessível e seguro. Isso significa que ele deve estar disponível para consultas rápidas durante auditorias e protegido contra alterações não autorizadas.
Além disso, ter cópias de segurança (backups) também é essencial para evitar perda de dados em caso de falhas técnicas.
Como atualizar e manter o inventário de forma contínua?
Um erro comum nas indústrias é tratar o inventário NR-12 como uma tarefa única, feita apenas na implantação. Mas a realidade do chão de fábrica muda o tempo todo: máquinas são compradas, substituídas, realocadas ou modernizadas.
Por isso, o inventário precisa ser dinâmico e permanentemente atualizado, refletindo fielmente o que existe na planta industrial. Saiba mais a seguir!
Atualização sempre que houver mudanças
A primeira regra é simples: toda alteração no parque fabril exige uma atualização imediata no inventário.
Isso vale para novas instalações, trocas de equipamentos, mudanças de layout ou qualquer modificação que impacte a segurança, como a inclusão de novos dispositivos de proteção. Assim, o documento permanece confiável e pronto para uma eventual fiscalização.
Registro de manutenções
Além das mudanças físicas, é essencial incluir registros de todas as manutenções, sejam corretivas ou preventivas. Cada intervenção deve trazer a data, o responsável e o tipo de serviço realizado.
Esses dados formam um histórico valioso para análises de desempenho, planejamento de paradas e comprovação de que as rotinas de segurança estão sendo seguidas.
Revisão em auditorias internas e externas
Outra boa prática é revisar periodicamente as informações durante auditorias, sejam elas internas ou externas.
Esse processo ajuda a identificar eventuais falhas ou dados desatualizados, garantindo que o inventário continue em conformidade com as normas, especialmente a NR-12 e a NBR ISO 14119.
ART sempre vigente
Não se pode esquecer da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), documento que formaliza a responsabilidade do profissional habilitado sobre o inventário. Ela deve estar sempre vigente, especialmente após modificações significativas ou novos projetos de adequação, servindo como prova da responsabilidade técnica.
Quais são os erros mais comuns ao elaborar o inventário NR12?
Um inventário NR-12 bem estruturado é indispensável para comprovar a segurança das máquinas e evitar autuações. No entanto, muitas empresas ainda cometem falhas que podem comprometer a aceitação do dossiê e gerar problemas em fiscalizações.
Veja os erros mais frequentes e por que é importante evitá-los!
Omissão de máquinas no inventário
Um dos equívocos mais graves é deixar máquinas ou equipamentos de fora da lista oficial. Isso pode acontecer quando há áreas pouco vistoriadas, máquinas temporárias ou recém-instaladas.
O problema é que, para a fiscalização, tudo o que não está documentado é considerado irregular, mesmo que esteja em boas condições de segurança.
Dados incompletos ou imprecisos
Outro erro comum é informar dados de forma incompleta ou incorreta. Isso inclui números de série errados, ano de fabricação ausente ou descrição insuficiente da função da máquina.
Essas falhas dificultam o rastreamento do equipamento e podem gerar questionamentos durante auditorias, além de prejudicar o planejamento de manutenção.
Classificação de risco incorreta
A classificação da categoria de risco é um dos pilares do inventário NR-12. Quando feita de forma inadequada, compromete toda a estratégia de segurança, pois influencia diretamente a escolha dos dispositivos de proteção e a frequência das inspeções.
Uma classificação errada pode levar a subestimação de riscos e, consequentemente, a acidentes.
Falta de atualização após mudanças
O inventário é um documento vivo e deve ser atualizado sempre que houver reformas, trocas de equipamentos ou alterações no layout da planta. Não registrar essas mudanças faz com que o inventário deixe de refletir a realidade, o que é um ponto crítico em fiscalizações e auditorias.
Ausência de ART ou de profissional habilitado
Por fim, um erro que costuma gerar autuações imediatas é a falta de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) ou de assinatura de um profissional habilitado, como um engenheiro de segurança ou mecânico.
A ART é a garantia de que um especialista foi responsável pela elaboração e validação do inventário, requisito obrigatório para a conformidade com a NR-12.
Como o inventário auxilia em auditorias e fiscalizações?
Durante fiscalizações do MTE ou auditorias de clientes, o inventário NR12 é o primeiro documento solicitado. Na prática, ele comprova:
- que todas as máquinas foram analisadas e classificadas;
- que as adequações foram feitas e documentadas;
- que a empresa mantém um controle permanente da segurança.
Além disso, serve de base para relatórios fotográficos, manuais técnicos e laudos de conformidade, facilitando a defesa da empresa em qualquer questionamento.
Quais são os benefícios de um inventário de máquinas bem estruturado?
Manter um inventário NR12 completo e atualizado traz vantagens que vão muito além da conformidade legal:
- segurança reforçada para colaboradores;
- planejamento eficiente de manutenções, reduzindo paradas inesperadas;
- facilidade para auditorias e certificações de qualidade;
- rastreabilidade total de intervenções e substituições;
- redução de custos com acidentes, multas e retrabalhos.
Ou seja, um inventário bem feito é um investimento em produtividade e segurança, não apenas um requisito legal.
Como você pôde observar, o inventário NR12 é a base para qualquer projeto de adequação. Ele organiza todas as informações técnicas e de segurança das máquinas, garante rastreabilidade, facilita auditorias e reduz riscos de multas. Para que sua empresa esteja sempre em conformidade, é fundamental mantê-lo completo, atualizado e acompanhado de ART!
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